Aqui está a tatuagem que fiz para ti, cuja dor não consigo igualar a nada sentido anteriormente. Faz dois anos desde a ultima vez que te pude beijar a testa, mas não é por isso que deixas de estar comigo todos os dias, não é por isso que deixas de acompanhar cada passo e cada tombo. Contigo aprendi, e continuo a aprender todos os dias , que a vida é como uma peça de teatro que não permite ensaios, que devo sorrir, chorar, viver como se fosse o ultimo dia antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos, porque nunca sabemos quando esta pode acabar inesperadamente. Lembro-me de chorar desalmadamente por ter medo da morte, mas tal medo deixou de existir desde que me apercebi e tenho vindo a aperceber que a morte espera-nos em cada esquina, seja-mos saudáveis ou não, desastrados ou os maiores cuidadosos do mundo. Quando teima em vir, aprende-se a aceitar o próprio destido. E é assim que vivo, e tenho vivido, sem medos, porque sem medo a vida torna-se maravilhosa. Se tenho saudades tuas? Tenho, mas enquanto houver saudade sabes que não me esqueço de ti. Obrigado por estares comigo desde sempre, e para sempre, porque o sempre só acaba quando a própria palavra deixar de fazer sentido. Amo-te, vô.

Sem comentários: