verbo: saber


Oh refúgio, desculpa a minha ausência. Podia vir aqui falar da minha nova escola, da minha nova rotina, de tanta coisa que mudou na minha vida este ano mas sinceramente estou numa de deixar andar. Deixar andar tudo o que me rodeia, cansei-me de correr atrás de quem não corre por mim, mais uma vês. Parece que não aprendo com os erros, ou talvez tenha um coração um bocadinho maior do que é necessário. São precisas grandes mudanças para vermos quem realmente está connosco, e no fim de tudo, até que certos sacrifícios valem por muito. Hoje sei quem tenho comigo, e quem vou ter sempre. Sei quem nunca me desiludiu, e quem corria uma milha para me consolar uma lágrima. Sei que nada é eterno, e que palavras não justificam atitudes contraditórias. Sei que já usei palavras fortes e verdadeiras, com pessoas fracas e que pouco valem.   Sei que sou aquilo que eu própria desenho, sei que o meu destino sou eu que o traço. Sei que promessas não passam disso mesmo, meras palavras. Sei disto tudo e até mais do que devia, sei de muita coisa que não queriam que soubesse, e com isso tenho vindo a aprender que nada é eterno, as pessoas mudam, os corações esfriam. Sei que uma mão me chega para contar o que tenho no coração, e nela  uma aliança que distingue o que de melhor tenho. Sei que me iludi, e fui iludida, que confiei e deixei de o fazer, que num dia posso ser tudo, e no outro posso passar a ser nada. Sei que no fim de tudo isto nada sei, as pessoas são enigmas por decifrar, são labirintos de emoções e personalidades distintas com caracteristicas semelhantes.

love, sara.

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